Almanaque dos Conflitos

Proletários Armados para o Comunismo (Proletari Armati per il Comunismo – PAC)

O guerrilheiro Giuseppe Memeo (Proletários Armados para o Comunismo - PAC), em imagem que se tornou um dos símbolos dos Anos de Chumbo (cidade de Milão, 14 de maio de 1977)

O guerrilheiro Giuseppe Memeo (Proletários Armados para o Comunismo – PAC), em imagem que se tornou um dos símbolos dos Anos de Chumbo (cidade de Milão, 14 de maio de 1977)

Os Proletários Armados para o Comunismo (Proletari Armati per il Comunismo – PAC), se tratou de um grupo extremista de orientação ideológica de extrema esquerda, formada no ano de 1976, e que atuou na Itália no período conhecido como Anos de Chumbo (Anni di piombo). Eram organizados em células independentes que realizavam as próprias ações com total autonomia.

Integrados por membros das mais diferentes origens como professores, jovens estudantes, operários, e desempregados. Aproximadamente 60 pessoas integraram os quadros de guerrilheiros comunistas do PAC, principalmente nas regiões da Lombardia e no Vêneto. Se utilizavam de táticas de guerrilha urbana contra políticos, forças de segurança, e demais aliados do governo italiano.

Arrigo Cavallina, principal fundador dos Proletários Armados para o Comunismo

Arrigo Cavallina, principal fundador dos Proletários Armados para o Comunismo

Os principais comandantes dos Proletários Armados para o Comunismo, foram Sebastiano Masala, Luigi Bergamin e Arrigo Cavallina (o ideólogo da organização armada de esquerda). Outro proeminente membro foi o guerrilheiro Cesare Battisti.

Uma das principais fontes de financiamento para a luta armada eram os roubos a bancos e joalherias (expropriações). Empresas estrangeiras, bem como aquelas acusadas de explorar a mão de obra de trabalhadores ilegais eram alvo de ataques dos militantes esquerdistas do PAC.

Durante os Anos de Chumbo (Anni di Piombo), diversas organizações armadas comunistas lutavam contra o governo da Itália

Durante os Anos de Chumbo (Anni di Piombo), diversas organizações armadas comunistas lutavam contra o governo da Itália

Reivindicaram o assassinato de quatro pessoas na Itália. Antonio Santoro, um guarda de prisão, morto na cidade de Udine, em 6 de junho de 1978. O joalheiro Pierluigi Torregiani, em 16 de fevereiro de 1979, na cidade de Milão. Lino Sabbadin, membro do Movimento Social Italiano, em 16 de fevereiro de 1979, em Caltana Santa Maria de Sala, no Vêneto. Andrea Campagna, membro da DIGOS (Divisão de Investigação Geral e de Operações Especiais), morto em 19 de abril de 1979 em Milão.

O grupo desaparece em 1979.

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