Almanaque dos Conflitos

Guarda Rural Indígena (Grin)

Membros da Guarda Rural Indígena (Grin)

Membros da Guarda Rural Indígena (Grin)

A Guarda Rural Indígena (Grin), foi uma milícia integrada por indígenas, e criada pelo Capitão Manoel Pinheiro, da Fundação Nacional do Índio (Funai), antigo Serviço de Proteção aos Índios (SPI), no mês de setembro do ano de 1969 no estado de Minas Gerais, na reserva do povo Maxakalí. Que enfrentava problemas internos e externos como fazendeiros e posseiros.

O Capitão Manoel Pinheiro era um oficial de  larga experiência que anteriormente foi membro do Serviço Nacional de Informações (SNI), e do serviço reservado da polícia militar de Minas Gerais.

Milicianos da Guarda Rural Indígena simulam homem em pau-de-arara durante desfile cívico

Milicianos da Guarda Rural Indígena simulam homem em pau-de-arara durante desfile cívico

Os maxacalis são um povo de origem aruaque (cerca de 1.500 indivíduos), que vivem em três territórios localizados no Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais). Entre os municípios de Santa Helena de Minas e Bertópolis, com as duas aldeias, Pradinho (Pananĩy) e Água Boa (Kõnãgmai’), no município de Ladainha, a Aldeia Verde (Apne’ Yĩxux), no distrito de Topázio, em Teófilo Otoni, a Aldeia Cachoeirinha.

Muitos fazendeiros buscavam legitimar a posse das terras junto ao governo. Muitos deles estavam instalados sobre antigos territórios dos povos autóctones, que por diversos motivos estavam ausentes no momento da posse. Tais áreas são ricas em diversos minérios, madeira, e água, o que os tornava alvo da especulação e invasão.

Os indígenas recrutados pela Grin eram instruídos em diversas técnicas de combate, bem como a tortura

Os indígenas recrutados pela Grin eram instruídos em diversas técnicas de combate, bem como a tortura

Os primeiros milicianos indígenas da Guarda Rural Indígena eram cerca de  84  recruta das aldeias xerente, maxacali, carajá, krahô e gaviões. Os recrutas aprendiam táticas de contra-guerrilha, investigação e técnicas de tortura, entre elas o pau-de-arara. Tinham a incumbência de manter a ordem dentro das comunidades e aldeias. Entregar detratores da lei, bem como procurar coibir o deslocamento de índios para outras terras já ocupadas pelo Estado ou por fazendeiros.

Na formatura do primeira turma em fevereiro de 1970 estavam presentes o governador de Minas Gerais, Israel Pinheiro, e o vice-presidente da república José Maria Alkimin. E o presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), José Queirós Campos.

Integrantes da Guarda Rural Indígena

Integrantes da Guarda Rural Indígena

Os autóctones enfrentavam a resistência de fazendeiros e posseiros, que muitas vezes criavam milícias armadas para intimidarem ou inclusive agirem como grupos de extermínio.

Em curto  tempo de existência  enfrentaram diversas acusações de abuso de poder. Com a dissolução da milícia indígena Grin no ano de 1972.

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